Resenha: FEIA- A História Real de uma Infância Sem Amor

FEIA – A História Real de uma Infância Sem Amor (2009) é chocante e impressionante. A autobiografia de Constance Briscoe mostra até que ponto o ódio de uma mãe pode chegar. Constance cresceu sendo chamada de Clare porque para sua mãe ela era “transparente” e não merecia reconhecimento. A juíza só descobriu seu nome verdadeiro ao se formar na escola e entrar para a faculdade.

O livro é uma narrativa chocante de superação, Constance foi humilhada, maltratada física e mentalmente além de abandonada pela própria mãe. Mas nossa heroína, mesmo tendo chegado perto de desistir, continuou lutando. Em suma, seu amor por direito e vontade de vencer a transformou em uma juíza de renome.

A biografia conta em detalhes a infância infeliz de Clare que mesmo tendo crescido com vários irmãos era a única que sofria fisicamente nas mãos de sua própria progenitora. Carmem Briscoe nunca deixou de mostrar como desprezava a filha e deixou-a com mais duas irmãs para viverem a própria sorte. As três ainda eram adolescentes quando tiverem que viver sozinha. Assim conciliando escola e trabalho para pagar contas. O mais triste é o fato de viver sozinha ter sido uma melhoria para Constance que parou de sofrer os abusos físicos por parta da mãe.

A infância da nossa protagonista tem uma narrativa interessante que nos leva de volta aos anos de sofrimento de Briscoe, o que torna essa leitura mais fluída e prazerosa. Apesar de todo o sofrimento, Constance conseguiu se tornar uma advogada de sucesso. FEIA é ótima para quem gosta de uma história de superação viciante que provavelmente vai te causar lagrimas. Tive contato com essa narração pela primeira vez quando estava na escola. Ler sobre a vida da pobre Clare impactou minha forma de ver as relações familiares e me fez questionar diversas coisas. Confira esse produto incrível da editora Bertrand Brasil.

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