Para quem assiste a muitas séries BL Tailandesas sabe que é comum que essas séries sigam um plot parecido: estudante de engenharia conhece garoto de curso x, eles tem vários conflitos até que um dos dois confessa seus sentimentos e eles viram um casal no final da série. Por isso, toda vez que uma produção tenta ser original e trazer plots diferentes, eu fica bem animada para ver o resultado e assistir a essa série. Y Destiny já prometia muita coisa com seu trailer picante, mas eu precisava de fato assistir aos episódios antes de poder falar dessa produção para vocês. Pois bem, a série ainda tá no 13° episódio (faltam dois para ir ao ar), mas já dá para ter uma opinião formada sobre ela e por isso eu vim trazer o meu veredito, mas antes eu vou contar do que se trata essa história.
A série traz a história de sete amigos e seus destinos para encontrar o verdadeiro amor, mas um dos diferenciais é que cada um desses amigos representa um dia da semana – de acordo com o dia de seu nascimento – e isso define a personalidade de cada personagem. Representando o domingo temos Sun (de Sunday, domingo em inglês), que para ajudar seu amigo Puth acaba se tornando tutor de um aluno do primeiro ano, o riquinho Nuea, mas parece que o menino quer saber de algo além de estudar e Sun entra em um saia justa para se manter profissional. Para segunda-feira, Monday (segunda em inglês) nos é apresentado; o rapaz de personalidade doce e ingênua acaba caindo nas teias de Team, vendo seu coração ser partido por esse playboy conquistador. A terça-feira é representada por Tue (Tuesday, terça em inglês), um lutador de Muay Tai que decide tentar a sorte como treinador, mas acaba tendo um caminho difícil ao cruzar com Ake, um boxeador preguiçoso e teimoso que faz de tudo para evitar as regras do acampamento. Já para a quarta-feira, temos Puth (quarta em tailandês), um tutor que parece passar mais tempo com a sua lista de contatinhos do que preparando as aulas do dia seguinte; o rapaz vem mantendo um caso com Keang, um dos membros de seu círculo de amigos e que também é um conquistador, a relação entre os dois se vê mexida quando Keang começa a querer mais do que encontros casuais e Puth conhece um novo tutor na escola em que trabalha. Thrus é o representante da quinta-feira (Thrusday, quinta em inglês) e ganha a vida se comunicando com espíritos, acontece que tudo era uma farsa até que um fantasma passa a persegui-lo pedindo sua ajuda para cumprir sua missão e poder descansar em paz, acontece que Pao é na verdade a alma gêmea de Thrus e lidar com o fato de que talvez sua alma gêmea não está mais nesse plano não é missão fácil para o rapaz. Masuk (sexta em tailandês), o representante de sexta-feira, não consegue ter paz com o seu passado; após ver seu namorado, Tir, morrer em um acidente com incêndio, ele custa em aceitar que possa ser feliz de novo e se culpa pela morte do rapaz; mas ele ainda pode ter uma chance de amar novamente se abrir seu coração e fazer as pazes com seu passado e para isso ele encontra apoio com Jia, o dono da floricultura onde trabalha como entregador. Fechando a semana e o grupo de amigos, Sat (Saturday, sábado em inglês), não sabe o que aconteceu nos últimos sete anos de sua vida e como de repente se tornou um garoto popular na sua faculdade; para entender como ele chegou ali, ele tenta se reencontrar com seu amigo de infância, Choke, só para descobrir as coisas terríveis que ele faz para conquistar tudo que queria; mas com a ajuda de um boneco feito por Choke que pode realizar desejos, Sat volta no tempo para concertar suas ações e poder ter seu melhor amigo sempre ao seu lado.

Cada personagem protagoniza dois episódios e o episódio final vai trazer toda a turma após cada um dos personagens terem encontrado o seu destino e, para ser sincera, alguns episódios falharam um pouco em transmitir bem a história dos personagens, muito por conta da falta de tempo para contar as histórias e a montagem que escolheram para cada episódio, mas no geral é uma série interessante e que vale a pena assistir. Eu faria um destaque para os episódios 9 e 10, que trazem a história de Puth; na minha opinião foi o casal que demonstrou mais química entre todos os sete e bem que poderia ganhar uma série só deles. Puth e Keang são o típico casal que todo mundo quer que dê certo mesmo sabendo que as chances são pequenas, você apenas percebe que eles foram feitos um para o outro em cada ação deles, apesar de Puth lutar contra os seus sentimentos e até acreditar que na verdade ele estava apaixonado por outra pessoa, no final ele acaba percebendo que o que a gente quer nem sempre é o que a gente precisa.
Eu estou bem curiosa para ver como vai acabar a história de Masuk, já que apenas um de seus episódios foram ao ar até agora, mas eu espero que toda a melancolia que cerca o personagem gradualmente vá deixando-o e ele possa finalmente aceitar o que o destino guardou para ele. E é claro, mal posso esperar para ver a reunião de todos os personagens no último episódio e saber o fechamento de suas histórias. Achei a premissa dessa série muito interessante e penso que seria bom se outras séries focassem em aspectos da cultura do país para desenvolver suas histórias e trazer plots mais diferenciados para o público.
A série vai ao ar toda quinta-feira e os episódios saem ao meio-dia (horário de Brasília) no canal do YouTube da AISPLAY, mas só ficam disponíveis por duas horas com legendas em inglês, então se você perder o episódio tem que assistir pelo app ou procurar em algum fansub.

Um comentário sobre “RESENHA: Y DESTINY (2021)”