TERMINEI DE ASSISTIR A SEGUNDA TEMPORADA DE HEARTSTOPPER

Um pouco mais de um ano atrás, eu escrevi sobre a estreia da primeira temporada de Heartstopper (que está bem aqui). A minha expectativa era bem alta, já que eu havia lido a primeira edição da comic e tinha amado a história de Charlie e Nick. Naquela época a segunda temporada já estava super confirmada e, depois desse tempão, ela finalmente está entre nós.

Como eu não li as outras edições da obra original,, eu não sabia exatamente o que esperar dessa temporada além do desenvolvimento da relação do Charlie e do Nick, assim como o que ia rolar com o Tao e a Elle. Mas é claro que apesar de não saber qual seria o plot, queria muito que a série mantivesse a mesma essência que me fez me apaixonar por esse história tão leve e doce.

Se você não assistiu a segunda temporada ainda, não leia, esse post vai conter spoilers!

Apesar de Charlie e Nick estarem tão apaixonados quanto na primeira temporada, vemos o casal enfrentar problemas. Mas calma, nada de separação (ou quase), nem discussões feias. Acontece que Charlie não tem dado devida atenção aos estudos, então sua mãe o proíbe de ver o namorado se ele não terminar o trabalho de história, por exemplo, deixando os pombinhos com ainda mais vontade de ficarem juntos. Mesmo que isso tudo pareça drama bobo de adolescente, os problemas não param por aí.

Nick percebe que o bullying sofrido por Charlie, ainda o afeta muito e que o namorado esconde muita coisa dele em relação a isso e a si mesmo.

Conhecemos nessa temporada o irmão de Nick, o David. Ambos têm uma relação não muito amigável que piora quando o irmão mais velho descobre que Nick namora outro garoto e faz de tudo para que ele diga que é gay, mesmo quando o menino já havia deixado bem claro ser bissexual. Temos um momento de maior tensão quando o pai deles visita sua casa e eles têm um jantar com toda a família de Charlie.

Se as coisas estão difíceis para os protagonistas, elas não estão mais fáceis para alguns dos personagens secundários. Tara e Darcy são super assumidas no colégio, mas não é bem assim dentro de casa. Apesar de Tara não esconder sua relação com a namorada, Darcy evita que a menina frequente sua casa e conheça seus pais. O motivo? Ela sabe bem que sua mãe jamais aceitaria o fato de ter uma filha lésbica e ao decorrer dos episódios vemos o tipo de relação entre mãe e filha que elas mantêm.

Enquanto isso, Tao teme que seus sentimentos por Elle possam estragar a amizade de seu grupo, mas também não quer perdê-la e por isso decide mudar todo seu visual e se declarar para a moça. Mas Elle não gosta do fato do rapaz ter tentado mudar e as coisas caminham bem devagar. Os dois só criam coragem de admitir seus sentimentos e ficarem juntos durante a viagem da escola à Paris, com a ajuda de seu grupo de amigos que sempre dão um jeitinho de fazer os dois ficarem a sós.

Para completar, uma ela surpresa. Isaac, o outro amigo de Charlie, acaba ganhando mais destaque nessa temporada, o que eu amei muito. Ele é o tipo de personagem que eu consigo me identificar demais já que ele vive lendo sobre romances, mas nunca vivenciou tal sentimento. Ele fica super próximo de James, mas não entende bem como deveria se sentir em relação ao garoto, Quando eles se beijam é como se um clique acontecesse e Isaac percebe que ele definitivamente não sente da mesma forma que a maioria das pessoas, mas só mais tarde ele descobre que pode estar dentro do espectro de asexualidade. Isaac é, talvez, o personagem mais interessante da temporada, apesar de estar sempre quieto, distante, sem se envolver tanto quanto os outros personagens, percebemos nessa quietude um dos melhores desenvolvimentos na história.

Com a terceira temporada já confirmada pela Netflix, mal posso esperar para saber o que vem por aí!

Heartstopper se faz mais uma vez necessária, com representatividade e tópicos muito importantes para serem discutidos entre os jovens

Assista na Netflix

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