Maturidade não tem nada a ver com idade, muito menos com gênero. Toda a nossa personalidade, todas as nossas motivações, todas as nossas ideologias são construídas através das nossas vivências e de como absorvemos o mundo ao nosso redor. Um filme que aborda como a criação familiar e as vivências de cada pessoa molda como cada um encara a própria vida é a comédia dramática de 2003, ‘Grande Menina, Pequena Mulher’.
O filme dirigido por Boaz Yakin, com roteiro de Allison Jacobs e Julia Dahl é estrelado por Dakota Fanning e Brittany Murphy. A trama gira em torno de Molly Gunn (Brittany Murphy), filha de um renomado cantor de rock. Após a morte de seu pai, Molly herda uma grande fortuna e se apaixona por Neil Fox (Jesse Spencer), um aspirante a roqueiro.
A vida de luxos da moça vira do avesso quando ela é roubada e precisa procurar emprego. É assim que Molly conhece Ray (Dakota Fanning), uma garotinha de oito anos que se comporta com tamanha maturidade, quase parecendo uma adulta. Ray é perfeccionista, sistemática e obcecada por germes. Criada sem o amor de sua mãe e com um pai em estado vegetativo, Ray foi criada por babás a vida inteira, o que a fez se tornar muito controladora.
Molly, que nunca assumiu nenhuma responsabilidade em sua vida, vê em Ray o seu completo oposto, aprendendo a balancear suas diferenças com a menina, enquanto reflete sobre suas próprias escolhas de vida.
Apesar de não ser um sucesso com a crítica, o filme agrada o público médio ao explorar uma relação de crescimento das duas personagens, onde suas idades não refletem suas ações, mas em que as duas aprendem uma com a outra a encarar as coisas de um jeito diferente. O filme traz identificação e nos faz refletir sobre nossos próprios conflitos sobre o que é ser uma pessoa adulta e responsável por sua vida, ao mesmo tempo que nos lembra que amadurecer não significa abrir de quem você verdadeiramente é.
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