Long Exposure é uma webcomic que já citei aqui no blog, em 2021, ou seja, vai fazer cinco anos que fiz meu primeiro post sobre essa comic, e quando fui reler ela esses dias percebi que vão fazer 10 anos do seu lançamento.
A webcomic lançada originalmente no Tapas, e muito tempo depois no Webtoon, que está disponível para ler gratuitamente (em inglês), teve seu primeiro capítulo lançado em 2016. Isso me fez ter vontade de fazer um novo post porque depois de 10 anos, já que eu estava lá lendo no tapas o primeiro capítulo, acompanhei a saga, nada superou essa obra ainda.
Os quadrinhos seguem Jonas e Mitch, Jonas é um garoto negro, cheio de sardas, acima do peso, nerd, que sofre bullying na escola e sofre na mão de seu pai adotivo em casa. Mitch é um bullie que acaba de voltar para escola, recém-saído da prisão juvenil por esfaquear seu padrasto defendendo sua mãe que sofria abusos dele.
Os dois são colocados juntos em um projeto escolar, quando eles invadem um terreno protegido onde experimentos estranhos são feitos, os dois acabam desenvolvendo poderes, além de entrarem em uma jornada que vai mudar os dois para sempre. A história segue o romance que se inicia entre eles, os dois aprendendo a lidar com o passado e a encarar o futuro de um jeito diferente.
Por que nada superar essa obra para mim até hoje? Vários fatores, primeiro, os protagonistas não são bonitos, não é que nem aquelas obras que vende seus personagens como fora nerdolas, feios, esquisitos, mas são padrão e normais. O Mitch e o Jonas de fato não são padrão, são meio estranhos e os amo por isso.
Segundo, apesar de parecer que vai ser um relacionamento tóxico, o Mitch é um amorzinho, e é o jonas, que você espera que vai ser o sofredor, que acaba fazendo o Mitch sofrer, mas ele aprende, melhora, os dois erram, se comunicam, e trazem o melhor um no outro.
Terceiro, a história aborda com muita sensibilidade assuntos como abusos físicos, incluindo de crianças, abusos psicológicos, bullying, preconceito, sempre com muita inclusão de personagens bem diversos. Ela mostra personagens que as pessoas vão julgar e mostra quem eles realmente são, mostra amizade verdadeira de onde não se espera, mostra a ligação entre gêmeos, e o dilema de enfrentar abusos de figuras paternas.
E por último, ela tem personagens muito reais e palpáveis, e uma jornada tão profunda e ao mesmo tempo natural do relacionamento dos protagonistas, que não por acaso é minha leitura conforto, e provavelmente sempre será. Mesmo dez anos depois não encontrei algo tão completo quanto essa obra, sempre serei grata por ter achado ela em uma das minhas buscas no Tapas e por tudo que ela me ensinou e me proporcionou, sério, se não leram, vão lá, ela parece muito boba e clichê de início, e é mesmo, mas vai te marcar também.
