Minha criança interior ainda vive e adora assistir os mesmos desenhos animados de antigamente. Uma coisa que eu não aceito é que algumas pessoas ditem regras sobre o que significa ou não ser uma mulher adulta – sou uma adulta funcional e isso não significa que eu não possa gostar de cor-de-rosa, desenho animado e continuar sendo fã de boy bands – até porque o dinheiro tá saindo do bolso de quem mesmo?
Acredito que uma coisa que ajuda a gente a manter a sanidade enquanto precisa encarar a vida adulta é não largar mão das coisas que você gosta e que te fazem bem, porque se você viver apenas de trabalhar e pagar as contas, acaba enlouquecendo e adoecendo.
Uma das séries animadas que eu curtia muito na infância e vira e mexe eu assisto de novo é “A Vida e Aventuras de Juniper Lee”, uma animação do Cartoon Network Studios, criada por Judd Winick. A série estreou em 30 de maio de 2005 e sua exibição terminou em 9 de abril de 2007, totalizando três temporadas e quarenta episódios no ar.

A história gira em torno da vida de Juniper Lee, uma pré-adolescente que vive na Baía das Orquídeas (baseada na cidade natal de Winick, São Francisco). A cidade é cercada por atividades místicas, com monstros e demônios tentando perturbar a paz local. O mundo humano e o mundo mágico são separados por uma barreira invisível que apenas a Te Xuan Ze pode ver. O chamado “véu” impede que os humanos tomem conhecimento das criaturas mágicas e os protege de interagir com elas.

Juniper recebe os poderes mágicos de Te Xuan Ze, que antes pertenciam à sua avó, que teve que esperar duas gerações para se aposentar da posição de guardiã. Seus poderes a fazem mais rápida e mais forte do qualquer outro humano, além da possibilidade de lançar feitiços para ajudá-la nas batalhas. Mas para conseguir manter a Baía das Orquídeas protegida, Juniper tem de abrir mão de ter uma vida normal, além de nunca poder deixar a cidade – fardo que sua avó carregou por décadas.
Enquanto luta contra seres extraordinários, Juniper tenta equilibrar os estudos, a família, amigos e os problemas de uma garota normal na puberdade.
