RESENHA: A VIAGEM DE CHIHIRO

Se você me perguntar qual o meu anime favorito, provavelmente te direi que é A Viagem de Chihiro. Essa história cheia de fantasia, aventura e mistério me prendeu desde os primeiros minutos e mesmo depois de algum tempo não consigo me cansar dela.

Aquilo que parecia ser só uma mudança para Chihiro e seus pais, se transforma em um pesadelo quando eles se perdem no caminho e vão parar em uma vila abandonada. Sem pensar nos perigos que podiam enfrentar, os pais da menina decidem comer em um restaurante que aparentemente não tinha donos e como passe de mágica se transformam em porcos. Desesperada e sem saber o que fazer, Chihiro conhece Haku que promete ajudá-la a salvar seus pais, mas que para isso a menina deveria pedir um emprego na Casa de Banho – local que pertencia à bruxa Yubaba e abrigava espíritos de todos os tipos.

Como uma das condições para conseguir o emprego, a menina precisa deixar de lado sua identidade e esquecer completamente da vida que tinha fora dali. Seu nome lhe é tirado por Yubaba e agora ela deve ser chamada de Sen. Agora que foi inserida nesse novo mundo, a menina precisa amadurecer rapidamente, deixando de ser aquela criança mimada e medrosa e se tornando uma heroína forte e destemida para poder salvar a vida de seus pais.

Muitos personagens fazem parte do amadurecimento e da jornada de Chihiro, mas três têm papéis maiores ao ajudá-la a enfrentar seus desafios. Lin, uma moça que trabalha na casa de banho; Haku, o braço direito de Yubaba; e Kaonashi, um espírito sem rosto que usa vários truques que ajudam ou atrapalham a mocinha em sua missão.

Apesar desses personagens terem um papel importante no desenvolvimento da história, pouco sabemos sobre eles e isso passa a despertar nosso interesse em seu passado. Mesmo assim não falta nada para que esse filme seja incrível e ter sido tão aclamado até os dias de hoje.

A Viagem de Chihiro – Studio Ghibli

Todo o enredo traz diversas lições sobre amadurecimento e responsabilidades. Aquela menina que antes tinha seus pais para apoiar-se e proteger-se, teve de tomar as rédeas de sua vida para salva-los. A história também mostra que nem sempre os adultos estão mais perceptíveis aos perigos que nos cercam – devo admitir que ao ver os pais da menina comerem aquela comida deixada sem supervisão em um local completamente abandonado, a única coisa que pensei é que de maneira alguma um adulto responsável iria se arriscar em comer algo que mal sabia a origem e o conteúdo. Por mais que Chihiro sentisse medo apenas por ser um extinto natural de uma meninha medrosa, essa sensação que a menina teve só demonstra que as vezes é melhor confiar na nossa intuição.

Além do enredo fantástico, A Viagem de Chihiro conta com uma produção muito cuidadosa. As animações foram feitas tanto digitalmente quanto manualmente e Miyazaki dedicou-se para manter a personagem carismática o suficiente para captivar a atenção dos espectadores e criar uma ligação emocional com a história.

Qualidade é sempre algo que esperamos de um anime produzido pelo Studio Ghibli e com certeza isso é algo que não falta em A Viagem de Chihiro. Além de um marco na história das produções japonesas, Chihiro com certeza foi um marco na infância de muita gente e até continua sendo um dos melhores animes já produzidos.

Onde assistir: Netflix

2 comentários sobre “RESENHA: A VIAGEM DE CHIHIRO

Deixe um comentário