LGBTQ+: UMA INDICAÇÃO DE FILME PARA CADA LETRA

Estamos no mês do orgulho então claro que nosso conteúdo vai ser temático, hoje decidi trazer um filme representando cada letra da sigla LGBTQ+. Nossas indicações do dia trazem diferentes formas de representatividade para variados grupos queer.

A sigla LGBTQ+ se refere a todos aqueles que não se encaixam no padrão normativo heterossexual ou cis. As letras se referem às lésbicas, gays, bis, trans, queers e todas as outras sexualidades e gêneros. Não vou trazer exemplos de todas as sexualidades e gêneros englobados nesse + por duas razões. A primeira é que a lista seria um pouco longa e a segunda é a falta gritante, e muito triste, de conteúdos midiáticos representativos para sexualidades como a assexual.

Em seguida vocês ficaram com nossas indicações, com sinopses em aspas tiradas do site do AdoroCinema seguido de um breve comentário meu sobre minha relação com a obra e sua razão de ter sido escolhida. Então sem mais delongas fiquem com a lista, não deixem de comentar no final qual sua obra favorita voltada para a comunidade LGBTQ+.

L: Duck Butter

“Duas mulheres insatisfeitas com as mentiras e infidelidades de relacionamentos fazem um pacto de passar 24 horas juntas, na esperança de achar uma maneira nova de criar intimidade e vulnerabilidade.”

O L é de levar seu tempo para que se vocês podem ir morar juntas logo de cara? Ou então um longa-metragem inteiro de duas garotas adoráveis que levam ao limite o clichê que diz que as lésbicas se movem rápido demais. Eu já citei esse filme aqui no blog, as duas meninas são adoráveis e seu jeito de tentar pular para a intimidade logo de cara é diferente, mas de uma forma logica que nos faz pensar.

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G: Hoje eu Quero Voltar Sozinho

“Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.”

Esse filme é o meu favorito do gênero, já falei dele aqui, e o meu favorito brasileiro no geral. A história de Leonardo é tocante e realista. Ele é cego sim, mas isso não muda o fato de que ele é só um adolescente normal, se descobrindo e se apaixonando pela primeira vez.

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B: Paraísos Artificiais

“Erika (Nathalia Dill) é uma DJ de relativo sucesso e muito amiga de Lara (Lívia de Bueno). Juntas, durante um festival onde Erika trabalhava, elas conheceram Nando (Luca Bianchi) e, juntos, vivem um momento intenso. Entretanto, logo em seguida o trio se separa. Anos depois Erika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Só que apenas Erika se lembra do verdadeiro motivo pelo qual eles se afastaram pouco após se conhecerem, anos antes.”

Como todos sabem o B é de biscoito ou ao menos é como a sociedade costuma agir, esse filme é um bom lembrete que sim pessoas bissexuais existem e nós merecemos mais representação na mídia para essa sigla.

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T: A Garota Dinamarquesa

“Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher.”

A grande, inspiradora e baseada em fatos reais história de uma mulher trans que se submeteu a cirurgia de confirmação de gênero. Como não se emocionar vendo esse filme? O elenco magistral nos apaixonou e o fato de ela ter sido uma das pioneiras a fazer esse procedimento torna sua história essencial para a comunidade LGBTQ+.

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Q: Pray Away

“O documentário da Netflix Pray Away expõe programas de conversão para gays, revelando as consequências causadas ​​pela repressão na LGBTQ + por meio de depoimentos íntimos de membros atuais e ex-líderes do movimento ”Pray Away the Gay”, que visava expurgar a homosexualidade através da oração.”

O fato de existem programas de “conversão” para jovens da comunidade queer é inacreditável e infelizmente uma realidade de alguns países. O filme dessa lista não se enquadra como os outros, assim como o que falarei em seguida, porém ele é importante porque temos que conversar sobre isso. Saber a triste realidade que algumas pessoas enfrentam ao contarem para suas famílias sobre si é necessário para que podermos pensar em como mudar isso.

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+: A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson

“Documentário sobre o legado político deixado por Marsha P. Johnson, a estrela da TV americana e lendária figura do gueto gay de Nova York, conhecida por muitos como a “Rosa Parks do mundo LGBT”. Ao lado de Sylvia Rivera, Marsha foi a responsável por fundar a Transvestites Action Revolutionaries, um grupo de ativistas trans do país.”

Marsha P. Johnson foi uma mulher transexual, uma drag queen, negra e ativista que teve um papel fundamental na histórica revolta de Stonewall movimento que iniciou o movimento LGBTQ+ como conhecemos hoje. Dia 28 de junho é o Dia do Orgulho LGBTQIA+ por conta dessa rebelião, além disso, ela foi uma ativista muito importante na comunidade LGBT e negra. Conhecer sua história é essencial para todos, não importa se você faz parte da comunidade, quer saber mais sobre ou tem diversos preconceitos precisando serem destruídos.

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