Hoje vamos falar desse clássico da literatura brasileira, escrito por Machado de Assis, essa obra começou com um folhetim nos anos 1880, depois sendo lançado como livro. E essa é não só minha obra favorita de Machado, como um dos meus livros favoritos em geral.
A história tem um estilo único, o autor é o defunto, Brás Cubas, que narra sua vida polemica após sua morte, trazendo reflexões que são validas até hoje, sua personalidade problemática marca essa história de forma que só mesmo um personagem de moral bem duvidosa poderia fazer.
Nosso protagonista era chamado de menino diabo na infância, apelido que o caia bem, ele era um garoto mimado e rico, que não sabia o que era limites, e conforme crescia isso se manteve. Ele queria ser famoso, fez diversas escolhas para isso, ele sofreu uma desilusão amorosa com uma prostitua, e então, namora uma menina que era muito bela, mas coxa de nascença. Formou-se em advocacia em Portugal, se envolveu na política, queria criar o Emplasto Brás Cubas, um remédio “destinado a aliviar a nossa melancólica humanidade”. Mas tudo que ele queria mesmo era ser famoso.
Sua narração pós-morte traz diversas passagens icônicas, mostrando o mundo de futilidade e aparências da nobreza da época, assim como os diversos preconceitos, classes sociais, e muito mais.
A obra é daquelas que deveria ser leitura obrigatória para todo mundo, ao menos uma vez na vida. Ela é tão requintada quanto antiquada, inovadora, percursora e sinceramente, apesar de ser uma pessoa horrível, Brás Cubas é meu protagonista literário favorito, ele tem frases icônicas que repito em meu grupo de amigos até hoje. É sinceramente uma obra inesquecível, que você só precisa ler uma vez para te marcar para sempre e mostra a grandiosidade de seu autor. Então, vão procurar uma das muitas, sério tem várias, edições dessa obra e ler ela agora!
